Um cheirinho do Médio Oriente

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Mai 09

Não é fácil ser-se uma pessoa no Golfo. Homem, mulher ou bicha. Distinguir homem de bicha não é fácil e as mulheres parecem-se todas com o Darth Vader, só que mais assustadoras porque tem só uma sobrancelha.

Não sei quem é que meteu na cabeça que os Árabes são uns sortudos por poderem casar com quatro mulheres. Obviamente quem pensa assim, nunca foi casado na vida. Nem nunca se imaginou na cama com uma aprendiza do lado negro da força e com um sabre de luz espetado na carteira.

Sim, eu disse carteira. Porque toda a mulher local tem como objectivo de vida, queimar a maior quantidade possível de dinheiro em cremes de beleza cuja única qualidade é... bem... não funcionarem.

Andamos nós pela Europa muito preocupados em sermos politicamente correctos, o respeitinho é muito bonito, a não dizer preto, monhé, paneleiro, a ter cuidado com os cartoons que desenhamos quando aqui se pode passar em prime-time televisivo anúncios de moças castanhas que, coitadinhas, não aceitam casar, trabalhar ou executar qualquer outra tarefa á face da terra, antes de  porem nas fuças um creme que as pinte de branco, ficando está claro muito mais bonitas.

Obviamente, com mulheres assim, muitos Árabes dão em bicha. Há muitos. Montes mesmo. De sobrancelha arranjadinha e malinha Louis Vuitton lá vão namorar prá matiné do cinema, aos saltinhos e de mãozinha dada.

- São tão queridos – comentava a marida nos primeiros 6 meses.

- Irra mais á paneleiragem – é o comentário menos malcriado de hoje.

As minorias perdem a graça quando atingem maioria absoluta.

 

De vez em quando, lá obrigam um pobre mocinho a casar só para manter as aparências. E digo pobre, porque é assim que o rapaz fica, depois de pagar o dote á noiva e respectiva família.

Sendo rapazes dados ao negócio, eu ainda não percebi porque é os Árabes estão dispostos a pagar tanto por um produto de tão pouca qualidade, com muita quantidade em stock e que não se pode abrir antes de usar.

Recentemente, e talvez por haver muita gente a devolver o produto á procedência, inventou-se o noivado.

O noivado muçulmano é assim uma espécie de contrato de promessa de compra e venda. O primeiro autorgante promete que paga, se o segundo autorgante não se vender a mais ninguém. Pode-se abrir e experimentar o produto, mas pagasse a dobrar se se devolver o material depois de quinze dias de utilização.

Alguns contratos são pormenorizados até ás lágrimas:

Se queres sexo três vezes por semana – Compras uma vivenda com 6 quartos.

Entrada pela porta das traseiras – Ficas na rua até pagares o empréstimo da casa ou um Mercedes CLK 0km.

 

Eu casei-me pela Igreja mas só porque fui obrigado. Por mim tinha-me casado na pastelaria Bénard ou então numa churrasqueira, porque acho que Deus está em todo o lado. Até num bolo com chantilly ou numa qualquer arca frigorífica onde estão guardados aqueles deliciosos banana-splits do Restaurante Galeto.

Ainda por cima, num ímpeto revolucionário, os meus velhos tiveram a brilhante ideia de não me baptizar quando eu era criançinha, transformando o desde sempre penoso percurso de tentar marcar um casamento religioso, numa autentica via sacra.

O padre Pedro esfregou as mãos de contentamento e lançando um olhar beaticamente malévolo, anunciou.

- Vais ter de fazer a comunhão.

Eu percebi caminhão e não liguei muita importancia. Mal eu sabia das horas que iria passar, sentado num cadeira de pau (sem segundos sentidos aqui, hein!), a ouvir falar dos evangelhos e, pior que tudo, dos cortes orçamentais na diocese que não permitiam aumentos no pagamento das missas.

 

Depois tive aulas teóricas de sexo.

Julgo que seria mais prático para toda a gente envolvida neste processo passar directamente á prática. É que o sexo ensinado por um padre, é a mesma coisa que a matemática ensinada por quem não sabe a tabuada dos 2. Quero dizer, há que ser profissional e se a igreja se dá ao trabalho de fazer estas coisas, ao menos que empreguem gente competente e com alguns anos de experiencia no assunto.

Importar Filipinas seria uma boa solução. Não só para as Filipinas mas também para a democracia. Há que combater os monopólios e, como o mercado é dominado apenas pelos países do Golfo está-se a colaborar com situações de injustiça social.

Além disso seria bom para Portugal também. Com uma boa estratégia de marketing e algum re-branding, podíamos exportar essa matéria-prima para países onde o sexo ainda é pior que numa paróquia. Estou claro a falar dos países nórdicos. Só assim se explica o assédio estival aos pescadores desdentados do Algarve por parte de vibrantes moçoilas cor-de-rosa, chegadas desses desolados e destituídos países.

 

publicado por narizgrande às 13:47

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